Geraldo Alckmin se elegerá no 1º turno com votação expressiva e com direito a reeleição. Tendo disputado a Presidência da Republica é conhecido no Brasil inteiro. Disputará com Aécio Neves o comando absoluto do PSDB. Se Hélio Costa confirma vitória em Minas, Aécio chega ao Senado enfraquecido para essa disputa.
O desafio de Alckmin é se livrar da desconfiança de suas ligações com a Opus Dei, organização que abriga os setores mais conservadores e preconceituosos da Igreja Católica e com ligações com lavagem de dinheiro e coisas mais escabrosas.
No seu governo em São Paulo, os dirigentes da Opus Dei tinham trânsito livre no Palácio dos Bandeirantes e promoviam palestras com empresários conservadores e reacionários.
Sua esposa Lu tem um titulo na hierarquia da Opus Dei. Alckmin precisa compreender o mundo hoje. Marina Silva não decolará jamais pela sua crença religiosa extremada e vinculação a uma Igreja com práticas que beiram a paranóia.
No Irã, a religião quer apedrejar uma mulher acusada de cometer adultério contra um defunto. Fé, crença e religiosidade é questão íntima de cada pessoa. Mas o político que misturar sua fé e sua religiosidade com a coisa pública não vai a canto nenhum.
A melhor postura para homem público é ser o mais discreto possível nas suas crenças religiosas. Ou Alckmin entende isto ou nunca chegará à Presidência do Brasil.
O futuro de Lula
A sombra de Lula sempre irá pairar sobre o governo de Dilma. Ele precisa se afastar do Brasil e gozar do prestígio que amealhou no mundo para Dilma governar. Ele precisa vestir a roupagem de ex-presidente vitorioso e respeitado. Um bom exemplo são Jimmy Carter e Bill Clinton.
Lula tem que deixar muito claro que não será candidato em 2014, senão Dilma não será nunca presidenta. Estaria apenas esquentando a cadeira enquanto patrão volta. Essas não são verdades absolutas, mas ideias que ofereço aos leitores para reflexão e análise.
*Maurílio Ferreira Lima (PMDB) é ex-deputado federal (mauriliolima@globo.com).
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