Pesquisar este blog

domingo, 27 de junho de 2010

A promissora província e seus mancebos perdidos

Opinião
Após uma crise de criatividade voltei a achar que tinha algo de interessante para ser dito e pensei no que vou falar (?), da copa e nossa “incrível” seleção, isso, isso eu deixo para a galera da mídia esportiva, minha especialidade é “meter o pau”, é ser sínico e descarado com relação aos fatos mais desconhecidos do mundo: Os assuntos provenientes de minha província. Soube que meu último artigo foi “bem” avaliado pelos adeptos e não adeptos do alto clero de lá. Isso de certa forma vem a surtir um efeito colateral: Vou escrever mais besteiras ainda. E dessa vez escolhi um bom tema (ao menos minha mãe acharia isso).
Há muito a juventude provinciana tem no futuro um vislumbre grandioso: De cortadores de banana à moto-taxistas e atendentes de loja.
As meninas estudam magistério para usar todo o seu conhecimento pedagógico na venda de roupas para serem usadas na missa de sábado, nada mais justo né? Pois todo o processo de venda deve ser bem articulado, deve ser feito por um profissional qualificado. Essa vertente me faz enxergar que só dessa maneira os professores são reconhecidos, já quem nem os seus direitos são pagos na província. Ainda tocando na ferida do piso salarial soube que o meus ainda não foi pago e nem acertado, me parece que vão deixar para ser decidido no”JUÍZO FINAL” pois ao som das trombetas celestiais a coisa fica mais chic.
Já os mancebos (para quem não conhece significa rapazes) enveredam pela promissora carreira de moto-taxistas e peladeiros. Deviam observar o exemplo do regente provinciano, um homem altamente culto, que coleciona obras de arte, poliglota e fã incondicional de Nero e Jimmy Hendrix (duvido que vocês adivinhem essa).
Em suma, a juventude provinciana não tem do que reclamar. Diga-me qual é o jovem que gosta de trabalhar? E é pensando nisso que a regência provinciana se esforça na intenção de evitar toda e qualquer possibilidade de trabalho para os mesmos, todavia há alguns descarados e mal agradecidos que deixam a província para trabalhar em outros lugares (que insulto!) deveriam ser fuzilados em praça pública, pois não reconhecem o esforço da corte para a manutenção de seu bem estar “vagabundal”. Eu mesmo, sou um exemplo de um jovem rebelde e descarado, pois deixei a província em busca de trabalho, longe de meus pais e de todos os meus amigos (mas que cabra-safado eu sou!).
Além de tudo, além do mais a preocupação vai muito mais longe do que podemos imaginar, o representante Mor da província impediu um festejo que seria realizado no Alto da Igreja afim de angariar fundos para que fosse feita uma palhoça dedicada aos festejos juninos e o mesmo foi injustamente criticado: Ora, ele evitou uma possível esbórnia, desvio de renda particular (as pessoas não iam gastar o dinheiro que não tinham) e para que fazer festa de São João, só para que a população pudesse se divertir? Isso é um disparate! Isso sem falar que o período era de chuva, daí muitas pessoas ficariam doentes se aquela quermesse acontecesse. Sinceramente, o regente merece um prêmio Nobel e uma cadeira no conselho de paz mundial, de preferência bem acolchoada.
Sempre achei que a província seria um pólo turístico promissor, e me perguntava o porquê de nenhum “senhor de engenho” investia nisso, agora eu sei o motivo: Isso iria trair turistas, iria modificar nossa fauna e flora (fauna esta já altamente prejudicada pela passagem terrena de um caçador chamado João Cula), iria gerar empregos, e os jovens (mais uma vez) seriam forçados a trabalhar (oh meu Deus), isso iria atrapalhar todo o seu desenvolvimento “vagabundístico”, o que é necessário para dar continuidade a marcha progressista provinciana.
Soube eu que o regente Mor está sendo duramente criticado pela não realização dos tão prometidos concursos públicos. É numa hora dessas que sinto vergonha do povo provinciano, pois não percebem a preocupação do mesmo em evitar qualquer tipo de esforço e decepção dos seus servos, pois haveria pessoas que não passariam nos mesmos, talvez entrariam em depressão e se matassem, o que em contrapartida iria diminuir o número de votos, e tudo isso sem comentar que haveria muito esforço, uma onda de leitura tomaria conta da população e depois que eles pegassem o gosto pela leitura iriam se intelectualizar um pouco mais, e daí já sabe né, o povo mais intelectualizado é um perigo para os “governantes” (hahahahahaha) e isso não é nada bom!
Por isso eu reforço mais uma vez: Esse é o “homi” e digo mais, se ele quiser eu digo o nome de seus conspiradores em ordem “ANALFABÉTICA” ( como já dizia um ilustre ex-vereador provinciano).
Pegando o bigú das célebres frases, eu concluo esse emaranhado de letrinhas usando a sábia frase que ouvi na psicodélica casa Benigna de Moura, vulgarmente conhecida como Câmara Municipal: “- Eles dizem que a culpa é nossa, mas os culpados não somos NOSES”
É de fato não são não, mas meu filho, nem se engane... NOSES estamos de olho!
Petrônio,Reside em fortaleza é membro do Movimento Muda SãoVicente

Nenhum comentário:

Postar um comentário