Com incógnita no grupo H, times adotam discurso da vitória a todo custo e ignoram possível encontro com a Espanha nas oitavas.
As seleções de Brasil e Portugal se enfrentam nesta sexta-feira, às 11h (horário de Brasília), no estádio Moses Mabhida, em Durban. A equipe comandada pelo técnico Dunga já tem vaga assegurada à próxima fase da Copa do Mundo, enquanto os portugueses só podem ser desclassificados em caso de uma derrota por goleada somada a outro resultado com grande diferença de gols entre Costa do Marfim e Coreia do Norte.
Com esse cenário estabelecido, o confronto significa, na prática, um duelo direto pelo primeiro lugar no grupo G do torneio, posição que garante um caminho mais curto no trajeto até a final no dia 11 de julho. E, teoricamente, um adversário mais fácil nas oitavas de final.
Teoricamente porque - graças à surpreendente derrota da Espanha diante da Suíça na primeira rodada do Mundial - a classificação do grupo H, de onde saem os adversários das seleções classificadas no grupo G, continua sendo uma grande incógnita. E porque os jogos desse grupo, também nesta sexta, acontecem mais tarde, às 15h30.
Assim, mesmo que quisessem, Brasil e Portugal não saberiam qual resultado buscar para evitar um encontro com a Espanha, considerada uma das principais favoritas ao título antes do início do torneio. Uma estratégia que os treinadores das duas equipes provavelmente jamais admitiriam publicamente, mas que é levantada pelo último a conquistar a Copa pela seleção brasileira.
“A fase de grupos é a fase em que muitas vezes tu tens que olhar quem é que está na frente, se te interessa um ponto, se não te interessa aquele ponto, o que é que pode acontecer”, disse recentemente Luiz Felipe Scolari, técnico pentacampeão do mundo em 2002 e que está na África do Sul comentando os jogos da Copa para um canal de TV público do país.
Outro integrante da seleção que conquistou o título na Copa da Ásia, no entanto, descartou qualquer possibilidade de uma tentativa de escolher adversário. Para o zagueiro Lúcio, que disputa seu terceiro Mundial, não é possível entrar em campo planejando perder ou empatar com o objetivo de enfrentar um rival mais fraco na fase seguinte.
“Todo mundo quando entra em campo vai em busca do resultado positivo. Em uma Copa do Mundo você não tem como escolher adversário. Você precisa ajudar o seu país e temos que entrar com o pensamento de que podemos vencer qualquer adversário”, afirmou nos dias que antecederam a partida contra Portugal.
O discurso dos dois treinadores que estarão nos bancos durante a partida seguem a mesma linha. Mesmo podendo jogar por um empate para garantir o primeiro lugar do grupo, Dunga afirma que o Brasil entra em campo para lutar pela vitória.
“Independente dos jogadores que entrarem, o Brasil vai jogar para ganhar. Nem sempre é possível ganhar. Mas no Brasil, se não for assim, já vão disparar...”, disse o treinador na véspera da partida. “Eles [Portugal] tem sua forma de jogar, independente de ser contra o Brasil ou outro país. Terão que atacar e fazer pontos para se classificar. Mas, pela qualidade de seus jogadores, a equipe de Portugal não deve ser diferente (de outros jogos)”, completou o comandante brasileiro.
Carlos Queiroz, o técnico português, ainda tem uma outra razão para manter o discurso do “sempre jogar pela vitória”. Apesar de ínfima, ainda existe a possibilidade de sua equipe ser eliminada. Para isso, além de os portugueses perderem, seria necessária uma goleada histórica da Costa do Marfim sobre a Coreia do Norte. Já um empate garantir a segunda vaga, mas Queiroz diz não jogar por esse resultado.
“Quem joga pelo empate, perde. Vamos tentar fazer um bom jogo e ganhar. Mas ao menos tentar garantir os pontos necessários para a nossa classificação”, afirmou o treinador. O tema “escolha de adversário” também aparece entre os candidatos a rivais nas oitavas. E o discurso é o mesmo. “A esta altura, o importante é estar nas oitavas. Tanto faz enfrentar Brasil, Portugal ou quem quer que seja”, disse durante a semana o meia espanhol Xabi Alonso.
Atualmente no segundo lugar de seu grupo, a Espanha precisa vencer o Chile para conquistar o primeiro lugar de sua chave e até para não ficar com a própria classificação dependendo do resultado de Suíça x Honduras. E os chilenos, apesar de terem vencido seus dois primeiros jogos, ainda podem ser eliminados com uma combinação de resultados.
Novos titulares
Com a suspensão de Kaká, expulso no jogo contra a Costa do Marfim, e a contusão de Elano, que recebeu uma pancada no tornozelo direito durante a mesma partida, o técnico Dunga será obrigado a mudar seu time titular pela primeira vez na Copa do Mundo. Os substitutos dos dois meias serão, respectivamente, Júlio Baptista e Daniel Alves.
A entrada de Júlio Baptista deve mostrar na prática como o que era uma grande preocupação desde que Dunga anunciou sua lista de convocados no dia 11 de maio: como o time funcionará sem aquele que é considerado seu principal jogador?
“Júlio jogou a Copa América nessa posição. É onde melhor se adapta. Kaká tem uma explosão que outros jogadores não tem, mas o Júlio tem um bom chute de longa distância e está integrado à equipe”, afirmou Dunga sobre a alteração na equipe.
FICHA TÉCNICA
PORTUGAL X BRASIL
Data: 25 de junho de 2010 (sexta-feira)
Horário: 11h00 (horário de Brasília)
Local: estádio Moses Mabhida (Durban)
Arbitragem: Benito Archundia (México)
Assistentes: Hector Vergara (Canadá) e Marvin Torrentera (México)
PORTUGAL (4-3-3): Eduardo, Miguel, Ricardo Carvalho, Bruno Alves, Fábio Coentrão; Tiago, Pedro Mendes e Raúl Meireles; Simão Sabrosa, Hugo Almeida e Cristiano Ronaldo. Técnico: Carlos Queiroz
BRASIL (4-4-2): Júlio César; Maicon, Lúcio, Juan e Michel Bastos; Gilberto Silva, Felipe Melo, Daniel Alves e Júlio Baptista; Robinho e Luis Fabiano. Técnico: Dunga
Fonte:Ig
As seleções de Brasil e Portugal se enfrentam nesta sexta-feira, às 11h (horário de Brasília), no estádio Moses Mabhida, em Durban. A equipe comandada pelo técnico Dunga já tem vaga assegurada à próxima fase da Copa do Mundo, enquanto os portugueses só podem ser desclassificados em caso de uma derrota por goleada somada a outro resultado com grande diferença de gols entre Costa do Marfim e Coreia do Norte.
Com esse cenário estabelecido, o confronto significa, na prática, um duelo direto pelo primeiro lugar no grupo G do torneio, posição que garante um caminho mais curto no trajeto até a final no dia 11 de julho. E, teoricamente, um adversário mais fácil nas oitavas de final.
Teoricamente porque - graças à surpreendente derrota da Espanha diante da Suíça na primeira rodada do Mundial - a classificação do grupo H, de onde saem os adversários das seleções classificadas no grupo G, continua sendo uma grande incógnita. E porque os jogos desse grupo, também nesta sexta, acontecem mais tarde, às 15h30.
Assim, mesmo que quisessem, Brasil e Portugal não saberiam qual resultado buscar para evitar um encontro com a Espanha, considerada uma das principais favoritas ao título antes do início do torneio. Uma estratégia que os treinadores das duas equipes provavelmente jamais admitiriam publicamente, mas que é levantada pelo último a conquistar a Copa pela seleção brasileira.
“A fase de grupos é a fase em que muitas vezes tu tens que olhar quem é que está na frente, se te interessa um ponto, se não te interessa aquele ponto, o que é que pode acontecer”, disse recentemente Luiz Felipe Scolari, técnico pentacampeão do mundo em 2002 e que está na África do Sul comentando os jogos da Copa para um canal de TV público do país.
Outro integrante da seleção que conquistou o título na Copa da Ásia, no entanto, descartou qualquer possibilidade de uma tentativa de escolher adversário. Para o zagueiro Lúcio, que disputa seu terceiro Mundial, não é possível entrar em campo planejando perder ou empatar com o objetivo de enfrentar um rival mais fraco na fase seguinte.
“Todo mundo quando entra em campo vai em busca do resultado positivo. Em uma Copa do Mundo você não tem como escolher adversário. Você precisa ajudar o seu país e temos que entrar com o pensamento de que podemos vencer qualquer adversário”, afirmou nos dias que antecederam a partida contra Portugal.
O discurso dos dois treinadores que estarão nos bancos durante a partida seguem a mesma linha. Mesmo podendo jogar por um empate para garantir o primeiro lugar do grupo, Dunga afirma que o Brasil entra em campo para lutar pela vitória.
“Independente dos jogadores que entrarem, o Brasil vai jogar para ganhar. Nem sempre é possível ganhar. Mas no Brasil, se não for assim, já vão disparar...”, disse o treinador na véspera da partida. “Eles [Portugal] tem sua forma de jogar, independente de ser contra o Brasil ou outro país. Terão que atacar e fazer pontos para se classificar. Mas, pela qualidade de seus jogadores, a equipe de Portugal não deve ser diferente (de outros jogos)”, completou o comandante brasileiro.
Carlos Queiroz, o técnico português, ainda tem uma outra razão para manter o discurso do “sempre jogar pela vitória”. Apesar de ínfima, ainda existe a possibilidade de sua equipe ser eliminada. Para isso, além de os portugueses perderem, seria necessária uma goleada histórica da Costa do Marfim sobre a Coreia do Norte. Já um empate garantir a segunda vaga, mas Queiroz diz não jogar por esse resultado.
“Quem joga pelo empate, perde. Vamos tentar fazer um bom jogo e ganhar. Mas ao menos tentar garantir os pontos necessários para a nossa classificação”, afirmou o treinador. O tema “escolha de adversário” também aparece entre os candidatos a rivais nas oitavas. E o discurso é o mesmo. “A esta altura, o importante é estar nas oitavas. Tanto faz enfrentar Brasil, Portugal ou quem quer que seja”, disse durante a semana o meia espanhol Xabi Alonso.
Atualmente no segundo lugar de seu grupo, a Espanha precisa vencer o Chile para conquistar o primeiro lugar de sua chave e até para não ficar com a própria classificação dependendo do resultado de Suíça x Honduras. E os chilenos, apesar de terem vencido seus dois primeiros jogos, ainda podem ser eliminados com uma combinação de resultados.
Novos titulares
Com a suspensão de Kaká, expulso no jogo contra a Costa do Marfim, e a contusão de Elano, que recebeu uma pancada no tornozelo direito durante a mesma partida, o técnico Dunga será obrigado a mudar seu time titular pela primeira vez na Copa do Mundo. Os substitutos dos dois meias serão, respectivamente, Júlio Baptista e Daniel Alves.
A entrada de Júlio Baptista deve mostrar na prática como o que era uma grande preocupação desde que Dunga anunciou sua lista de convocados no dia 11 de maio: como o time funcionará sem aquele que é considerado seu principal jogador?
“Júlio jogou a Copa América nessa posição. É onde melhor se adapta. Kaká tem uma explosão que outros jogadores não tem, mas o Júlio tem um bom chute de longa distância e está integrado à equipe”, afirmou Dunga sobre a alteração na equipe.
FICHA TÉCNICA
PORTUGAL X BRASIL
Data: 25 de junho de 2010 (sexta-feira)
Horário: 11h00 (horário de Brasília)
Local: estádio Moses Mabhida (Durban)
Arbitragem: Benito Archundia (México)
Assistentes: Hector Vergara (Canadá) e Marvin Torrentera (México)
PORTUGAL (4-3-3): Eduardo, Miguel, Ricardo Carvalho, Bruno Alves, Fábio Coentrão; Tiago, Pedro Mendes e Raúl Meireles; Simão Sabrosa, Hugo Almeida e Cristiano Ronaldo. Técnico: Carlos Queiroz
BRASIL (4-4-2): Júlio César; Maicon, Lúcio, Juan e Michel Bastos; Gilberto Silva, Felipe Melo, Daniel Alves e Júlio Baptista; Robinho e Luis Fabiano. Técnico: Dunga
Fonte:Ig
Nenhum comentário:
Postar um comentário