São Paulo - O dólar comercial abriu o dia em baixa de 0,85%, negociado a R$ 1,757 no mercado interbancário de câmbio. No pregão de sexta-feira, a moeda norte-americana fechou em queda de 1,01%, cotada a R$ 1,772. Na Bolsa de Mercadorias e Futuros (BM&F), o dólar com liquidação à vista abriu as negociações em queda de 0,94%, a R$ 1,7554.
Hoje, o dólar deve seguir firme na trajetória rumo à marca de R$ 1,75 - ou mesmo abaixo deste nível -, beneficiando-se da decisão do Banco Central da China, no fim de semana, de dar maior flexibilidade à taxa de câmbio, para valorizar gradualmente o yuan. O cenário doméstico - composto pelo nível das reservas brasileiras, a boa posição do País no âmbito global e o alto diferencial de juros - limita desvalorizações mais acentuadas da moeda brasileira.
Em resposta ao encontro do G-20 (grupo que reúne as 20 maiores economias do mundo), que ocorre no próximo fim de semana, a China anunciou que promoverá uma flexibilização gradual da taxa de câmbio no país - que permanecia fixa em relação ao dólar há quase dois anos. Embora não tenha divulgado detalhes sobre a velocidade e a forma da flexibilização da moeda chinesa, o país provocou um ajuste nas carteiras globais, ao mostrar um comprometimento com a comunidade internacional. "A medida pode distribuir o crescimento econômico chinês para o resto do mundo, uma vez que estimula a demanda doméstica na China e eleva o poder de compra dos chineses", comentou o operador de câmbio de uma corretora paulista.
Em reação, as commodities e as moedas atreladas às matérias-primas têm ganhos robustos hoje, uma vez que o yuan eventualmente mais forte ante o dólar pode elevar a importação de produtos primários pelo gigante asiático. Neste sentido, a diretora de câmbio da AGK corretora, Miriam Tavares, avalia em relatório que o real pode ser beneficiado ante o dólar com a decisão na China, já que o país asiático é o principal comprador da soja produzida no Brasil, além de ser o maior cliente da Vale.
Outro fator que tende a favorecer a moeda brasileira nesta semana é a expectativa de fluxo com a oferta de ações do Banco do Brasil (BB) e a capitalização da Petrobras. Analistas apostam que o dólar deve oscilar rumo à casa de R$ 1,75, em meio a uma aversão ao risco menos acentuada. Para o chefe de pesquisa para câmbio do Standard Chartered, Callum Henderson, a moeda norte-americana deve atingir o patamar entre R$ 1,72 e R$ 1,70 no próximo mês.
Hoje, o dólar deve seguir firme na trajetória rumo à marca de R$ 1,75 - ou mesmo abaixo deste nível -, beneficiando-se da decisão do Banco Central da China, no fim de semana, de dar maior flexibilidade à taxa de câmbio, para valorizar gradualmente o yuan. O cenário doméstico - composto pelo nível das reservas brasileiras, a boa posição do País no âmbito global e o alto diferencial de juros - limita desvalorizações mais acentuadas da moeda brasileira.
Em resposta ao encontro do G-20 (grupo que reúne as 20 maiores economias do mundo), que ocorre no próximo fim de semana, a China anunciou que promoverá uma flexibilização gradual da taxa de câmbio no país - que permanecia fixa em relação ao dólar há quase dois anos. Embora não tenha divulgado detalhes sobre a velocidade e a forma da flexibilização da moeda chinesa, o país provocou um ajuste nas carteiras globais, ao mostrar um comprometimento com a comunidade internacional. "A medida pode distribuir o crescimento econômico chinês para o resto do mundo, uma vez que estimula a demanda doméstica na China e eleva o poder de compra dos chineses", comentou o operador de câmbio de uma corretora paulista.
Em reação, as commodities e as moedas atreladas às matérias-primas têm ganhos robustos hoje, uma vez que o yuan eventualmente mais forte ante o dólar pode elevar a importação de produtos primários pelo gigante asiático. Neste sentido, a diretora de câmbio da AGK corretora, Miriam Tavares, avalia em relatório que o real pode ser beneficiado ante o dólar com a decisão na China, já que o país asiático é o principal comprador da soja produzida no Brasil, além de ser o maior cliente da Vale.
Outro fator que tende a favorecer a moeda brasileira nesta semana é a expectativa de fluxo com a oferta de ações do Banco do Brasil (BB) e a capitalização da Petrobras. Analistas apostam que o dólar deve oscilar rumo à casa de R$ 1,75, em meio a uma aversão ao risco menos acentuada. Para o chefe de pesquisa para câmbio do Standard Chartered, Callum Henderson, a moeda norte-americana deve atingir o patamar entre R$ 1,72 e R$ 1,70 no próximo mês.
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